
Belo Monte e PBA-CI
Desde os anos 1970, o povo Xikrin enfrenta grandes obras no Médio Xingu. A Associação acompanha e coexecuta as compensações da Usina Belo Monte, que mudou o regime do Rio Bacajá.
Conheça o projeto Belo Monte e PBA-CI
Projeto proposto e liderado pela Associação: restauração com sistemas agroflorestais, cadeias do cacau, da castanha, do babaçu e do artesanato das menire, brigadas e Agentes Ambientais Xikrin, e cuidado com a água das aldeias.
“Restauração Ecológica, Fortalecimento Produtivo e Sustentabilidade Xikrin na TI Trincheira Bacajá” é um projeto proposto e executado pela própria Associação. A Berê está entre as oito organizações selecionadas no Edital 3 do Restaura Amazônia, iniciativa da Conservação Internacional do Brasil (CI-Brasil) com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.
O projeto nasce do Plano de Vida e do PGTA dos Xikrin. O território está preservado no interior, mas acumula áreas degradadas e sofre pressão nas bordas; as cadeias que já sustentam as famílias têm potencial, mas faltam estrutura, logística e acesso a mercado. A proposta junta as duas coisas: restaurar a floresta de um jeito que também produza alimento e renda, com as decisões tomadas pelas aldeias.
Na prática: sistemas agroflorestais com cacau e espécies nativas perto das aldeias e recuperação da floresta nas áreas mais afastadas; a Rede de Sementes Xikrin, em que as famílias coletam sementes nativas e recebem em alimentos pela cantina comunitária; viveiros nas aldeias; estufas para o cacau, reforma do paiol de castanha da aldeia Krãnh, babaçu com foco nas mulheres e biojoias das menire com selo de qualidade; brigadas de prevenção a incêndios com manejo tradicional do fogo; Agentes Ambientais Xikrin; e diagnóstico participativo das fontes de água das 16 aldeias.
Tudo com consentimento livre, prévio e informado das aldeias, protocolo de consulta Xikrin e um comitê gestor local. São 48 meses, de agosto de 2026 a julho de 2030: dois anos de implantação e dois de monitoramento e manutenção. O contrato foi assinado em 2 de setembro de 2026; o Diagnóstico Inicial nas 16 aldeias acontece de 7 a 23 de outubro, e o Plano de Restauração será entregue até dezembro, com os plantios no início das chuvas.
A ideia central é a floresta que volta a crescer e a produzir, cuidada por quem sempre viveu nela: o kukradjà, modo de vida Xikrin, “viver com a floresta, junto à floresta e para a floresta” (PGTA Xikrin).

Desde os anos 1970, o povo Xikrin enfrenta grandes obras no Médio Xingu. A Associação acompanha e coexecuta as compensações da Usina Belo Monte, que mudou o regime do Rio Bacajá.
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A construção da Ngàb, a casa do guerreiro, espaço político onde cada aldeia toma suas decisões e aprende com os Kubengêt.
Conheça o projeto Casa do Guerreiro
Desde 2018, a Associação apoia os rituais do calendário Xikrin, que garantem a passagem de conhecimento entre as gerações.
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